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Golan - Cap 1

Interações Fármaco–Receptor

TermDefinition
fármacos são moléculas que interagem com componentes moleculares específicos de um organismo, produzindo alterações bioquímicas e fisiológicas dentro desse organismo.
receptores de fármacos são macromoléculas que, através de sua ligação a determinado fármaco, medeiam essas alterações bioquímicas e fisiológicas.
imatinibe um inibidor altamente seletivo da BCR-Abl tirosinocinase, que é codificada pelo cromossomo Filadélfia.
Por que o imatinibe atua especificamente sobre a tirosinocinase do receptor BCR-Abl, e não sobre outras moléculas? A resposta a essa pergunta e a compreensão da razão pela qual determinado fármaco liga-se a um receptor específico podem ser encontradas na estrutura e nas propriedades químicas das duas moléculas.
Em seu nível mais básico, as proteínas consistem em longas cadeias de aminoácidos, cujas seqüências são determinadas pelas seqüências do DNA que codificam as proteínas
estrutura primária A seqüência de aminoácidos de uma proteína
estrutura secundária da proteína Após a síntese de uma longa cadeia de aminoácidos sobre um ribossomo, muitos dos aminoácidos começam a interagir com aminoácidos adjacentes na cadeia polipeptídica. Essas interações resultam na...
estrutura secundária Após a síntese de uma longa cadeia de aminoácidos sobre um ribossomo, muitos dos aminoácidos começam a interagir com aminoácidos adjacentes na cadeia polipeptídica.
estrutura secundária (conformações) conformações bem definidas, como hélice alfa, lâminas beta pregueadas e barril beta.
estrutura terciária resulta da interação dos aminoácidos mais distais entre si ao longo de uma cadeia simples de aminoácidos.
estrutura terciária (ligações) Essas interações incluem a formação de ligações iônicas e a ligação covalente de átomos de enxofre para formar pontes de dissulfeto intramoleculares.
estrutura quaternária os polipeptídios podem sofrer oligomerização, formando estruturas mais complexas. A conformação que resulta da interação de polipeptídios separados é denominada...
A estrutura primária é determinada pela seqüência de aminoácidos que compõem a cadeia polipeptídica.
A estrutura secundária é determinada pela interação de átomos de hidrogênio de carga positiva com átomos de oxigênio de carga negativa em carbonos da mesma cadeia polipeptídica.
A estrutura secundária (conformação) Essas interações resultam em diversos padrões secundários característicos de conformação da proteína, incluindo a hélice alfa e a lâmina beta pregueada.
A estrutura terciária é determinada por interações de aminoácidos que estão relativamente distantes na proteína. Essas interações, que incluem ligações iônicas e ligações de dissulfeto covalentes, conferem às proteínas a sua estrutura característica.
A estrutura quaternária é determinada pelas interações de ligação entre duas ou mais subunidades protéicas independentes.
efeito adicional sobre a forma da proteína As diferentes porções que compõem a estrutura de uma proteína geralmente apresentam afinidades distintas pela água
os segmentos protéicos hidrofóbicos estão freqüentemente recolhidos no interior da proteína ou protegidos da água pela sua inserção em membranas de dupla camada lipídica.
os segmentos hidrofílicos freqüentemente localizam-se na superfície externa da proteína.
Uma vez concluído todo esse processo de torção e dobramento cada proteína assume uma forma peculiar que determina a sua função, a sua localização no corpo, a sua relação com as membranas celulares e as interações de ligação com fármacos e outras moléculas.
O sítio de ligação refere-se ao local onde o fármaco liga-se ao receptor. Cada sítio de ligação de fármacos possui características químicas singulares, que são determinadas pelas propriedades específicas dos aminoácidos que compõem o sítio de ligação.
determinam a orientação do fármaco em relação ao receptor e estabelecem a intensidade de ligação entre essas moléculas A estrutura tridimensional, a forma e a reatividade do sítio, bem como a estrutura inerente, a forma e a reatividade do fármaco...
ligação fármaco–receptor (proporciona a especificidade da interação fármaco–receptor) resulta de múltiplas interações químicas entre as duas moléculas, algumas das quais são bastante fracas (como as forças de van der Waals), enquanto outras são extremamente fortes (como a ligação covalente).
afinidade A favorabilidade de uma interação fármaco–receptor (fármaco pelo seu sítio de ligação no receptor) é designada como...
também pode afetar a afinidade da interação fármaco–receptor. A química do ambiente local onde ocorrem essas interações — como hidrofobicidade, hidrofilicidade e pKa dos aminoácidos próximo ao sítio de ligação
forças de van der Waals polaridade induzida em uma molécula em conseqüência da mudança de densidade de seus elétrons, proporcionam uma força fraca de atração para os fármacos e seus receptores. Essa polaridade está presente em todas as interações moleculares.
ligação de hidrogênio interação entre átomos de polarização positiva (como o hidrogênio ligado N ou O) e átomos de polarização negativa (como o O, o N ou o S), resulta em ligações de força significativa.
As ligações de hidrogênio produzem lâminas alfa pregueadas e hélices beta em sua estrutura
As interações iônicas ocorrem entre átomos de cargas opostas, são mais fortes do que as ligações de hidrogênio, porém menos intensas do que as ligações covalentes.
A ligação covalente resulta do compartilhamento de um par de elétrons entre dois átomos em diferentes moléculas. As interações covalentes são tão fortes que, na maioria dos casos, são essencialmente irreversíveis
O efeito hidrofóbico refere-se ao mecanismo pelo qual as propriedades singulares do solvente universal, a água, intensifica a interação de uma molécula hidrofóbica com um sítio de ligação hidrofóbico.
complexo fármaco–receptor estável A ligação fármaco–receptor raramente é produzida por um único tipo de interação; na verdade, é uma combinação dessas interações de ligação que proporciona ao fármaco e a seu receptor as forças necessárias para formar um...
o imatinibe estabelece numerosas interações de van der Waals e ligações de hidrogênio com o sítio de ligação do ATP na BCR-Abl tirosinocinase. A soma total dessas forças cria uma forte interação (alta afinidade) entre esse fármaco e seu receptor.
interações muito menos comuns. interações iônicas e a ligação covalente
complexo inativo Com freqüência, a formação de uma ligação covalente é essencialmente irreversível, e nesses casos o fármaco e o receptor formam um...
Para readquirir a sua atividade (complexo inativo), a célula precisa sintetizar uma nova molécula de receptor para substituir a proteína inativada; por outro lado, a molécula do fármaco que também faz parte do complexo inativo não está disponível para inibir outras moléculas do receptor.
substratos suicidas Os fármacos que modificam seus receptores-alvo (freqüentemente enzimas) através desse mecanismo (anterior)
A estrutura molecular de um fármaco determina as propriedades físicas e químicas que contribuem para sua ligação específica ao receptor.
combinam-se para estabelecer a complementaridade do fármaco com o sítio de ligação. Os fatores importantes incluem a hidrofobicidade, o estado de ionização (pKa), a conformação e a estereoquímica da molécula do fármaco.
As bolsas de ligação dos receptores são altamente específicas, e pequenas alterações no fármaco podem ter um acentuado efeito sobre a afinidade da interação fármaco–receptor.
a estereoquímica do fármaco possui grande impacto sobre a força da interação de ligação.
varfarina é sintetizada e administrada como mistura racêmica ( 50% dextrógira e 50% levógira); todavia, o enantiômero S é quatro vezes mais potente do que o R (interação mais forte da forma S com o seu sítio de ligação na vitamina K epóxido redutase).
van der Waals A mudança de densidade de elétrons em áreas de uma molécula ou em uma molécula como um todo resulta na geração de cargas positivas ou negativas transitórias. Essas áreas interagem com áreas transitórias de carga oposta sobre outra molécula.
Hidrogênio Os átomos de hidrogênio ligados ao nitrogênio ou oxigênio tornam-se mais positivamente polarizados, permitindo a sua ligação a átomos de polarização mais negativa, como oxigênio, nitrogênio ou enxofre.
Iônica Os átomos com excesso de elétrons (conferindo ao átomo uma carga negativa global) são atraídos por átomos com deficiência de elétrons (conferindo ao átomo uma carga positiva global).
Covalente Dois átomos em ligação compartilham elétrons.
análogo do imatinibe inibidor específico da BCR-Abl tirosinocinase
A interação do fármaco com a proteína BCR-Abl inibe a fosforilação de uma alça de ativação crítica, impedindo, assim, a atividade catalítica.
A estereoquímica também pode afetar a toxicidade nos casos em que um enantiômero de um fármaco produz o efeito terapêutico desejado, enquanto o outro enantiômero exerce um efeito tóxico indesejável, talvez em virtude de uma interação com um segundo receptor ou de seu metabolismo a uma espécie tóxica.
síntese e purificação em larga escala de enantiômeros individuais Embora seja algumas vezes difícil, alguns dos fármacos atualmente comercializados são produzidos como enantiômeros individuais nos casos em que um dos enantiômeros possui maior eficácia e/ou menor toxicidade do que a sua imagem especular.
De que maneira a ligação do fármaco produz uma alteração bioquímica e/ou fisiológica no organismo? (No caso dos receptores com atividade enzimática) o sítio de ligação do fármaco é freqüentemente o sítio ativo onde uma transformação enzimática é catalisada. Assim, a atividade catalítica da enzima é inibida por fármacos que impedem a ligação do substrato ao sítio ou que o modificam de modo covalente.
De que maneira a ligação do fármaco produz uma alteração bioquímica e/ou fisiológica no organismo? (Nos casos em que o sítio de ligação não é o sítio ativo da enzima) os fármacos podem produzir uma mudança ao impedir a ligação de ligantes endógenos às bolsas de ligação de seus receptores.
a ligação de um fármaco a seu receptor Em numerosas interações fármaco–receptor, a ligação de um fármaco a seu receptor resulta em uma mudança na conformação do receptor.
adaptação induzida alteração da forma do receptor pode afetar sua função, aumentando, inclusive, a afinidade do fármaco pelo receptor. A conformação do receptor é modificada de modo a melhorar a qualidade da interação de ligação.
O princípio de adaptação induzida Ao induzir alterações na conformação do receptor, muitos fármacos não apenas melhoram a qualidade da interação de ligação, como também alteram a ação do receptor.
Outra maneira de descrever o princípio de adaptação induzida muitos receptores ocorrem em múltiplos estados de conformação — por exemplo, estado inativo (ou fechado), ativo (ou aberto) e dessensibilizado (ou inativado) — a ligação de um fármaco ao receptor estabiliza uma ou mais dessas conformações.
A estrutura do receptor determina não apenas as suas afinidades de ligação para fármacos e ligantes endógenos, mas também a localização da proteína em relação aos limites celulares, como a membrana plasmática.
As proteínas que possuem grandes domínios hidrofóbicos são capazes de residir na membrana plasmática, em virtude do elevado conteúdo de lipídios da membrana.
Muitos receptores transmembrana apresentam domínios lipofílicos que estão assentados na membrana e domínios hidrofílicos que residem nos espaços intracelular e extracelular.
Receptores de fármacos, incluindo diversos reguladores da transcrição (também denominados fatores de transcrição), só possuem domínios hidrofílicos e podem residir no citoplasma, no núcleo ou em ambos.
Assim como a estrutura do receptor determina a sua localização em relação à membrana plasmática, a estrutura de um fármaco afeta a sua... capacidade de ter acesso ao receptor.
os fármacos que são altamente hidrossolúveis têm, com freqüência, menos capacidade de atravessar a membrana plasmática e ligar-se a moléculas-alvo situadas no citoplasma.
certos fármacos hidrofílicos que são capazes de atravessar canais transmembrana ou de utilizar outros mecanismos de transporte podem ter rápido acesso a receptores citoplasmáticos.
Os fármacos que são altamente lipofílicos, como muitos hormônios esteróides, são capazes de atravessar o ambiente lipídico hidrofóbico da membrana plasmática sem canais ou transportadores especiais, tendo conseqüentemente acesso... alvos intracelulares
A capacidade dos fármacos de alterar a forma dos receptores faz com que a ligação de um fármaco a seu receptor sobre a superfície celular possa afetar funções no interior das células
Muitos receptores protéicos na superfície celular possuem domínios extracelulares que estão ligados a moléculas efetoras intracelulares através de domínios do receptor que se estendem pela membrana plasmática
a mudança na forma do domínio extracelular pode alterar a conformação dos domínios do receptor que atravessam a membrana e/ou que são intracelulares, resultando em alteração na função do receptor.
os fármacos podem estabelecer ligações cruzadas entre os domínios extracelulares de duas moléculas receptoras, formando um complexo receptor dimérico que ativa moléculas efetoras no interior da célula.
conferem especificidade significativa às interações entre fármacos e seus receptores-alvo. estrutura do fármaco e do receptor, forças químicas que influenciam a interação fármaco–receptor, solubilidade do fármaco na água e na membrana plasmática e função do receptor no seu ambiente celular
planejamento racional de fármacos pesquisas em andamento, que têm por objetivo aumentar a eficácia e reduzir a toxicidade dos fármacos através de uma alteração da sua estrutura, de modo que possam ligar-se de modo mais seletivo a seus alvos.
Um fármaco ideal aquele capaz de interagir apenas com um alvo molecular que produza o efeito terapêutico desejado, mas não com alvos moleculares capazes de provocar efeitos adversos indesejáveis.
A seletividade quanto à ação de um fármaco pode ser obtida através de pelo menos duas categorias de mecanismos: (1) a especificidade de subtipos de receptores quanto ao tipo celular e (2) a especificidade do acoplamento receptor–efetor quanto ao tipo celular.
Embora numerosos receptores estejam distribuídos entre as células, alguns receptores são mais limitados na sua distribuição. A administração sistêmica de fármacos que interagem com esses receptores localizados pode resultar em efeito terapêutico altamente seletivo.
os fármacos cujos alvos consistem em processos universais, como a síntese de DNA, tendem a causar efeitos colaterais tóxicos significativos; este é o caso de numerosos agentes quimioterápicos atualmente disponíveis para o tratamento do câncer.
Outros fármacos cujos alvos consistem em processos que se restringem a determinado tipo de célula, como a produção de ácido no estômago, podem ter menos efeitos adversos
O imatinibe é um fármaco extremamente seletivo, visto que a proteína BCR-Abl não é expressa nas células normais (não-cancerosas)
Em geral, quanto mais restrita a distribuição celular do receptor-alvo de determinado fármaco, maior a probabilidade de o fármaco ser seletivo.
embora muitos tipos diferentes de células possam expressar o mesmo alvo molecular para determinado fármaco, o efeito desse fármaco pode diferir nos vários tipos celulares, devido a a mecanismos diferenciais de acoplamento receptor–efetor ou a exigências diferenciais do alvo do fármaco nos vários tipos de células.
embora os canais de cálcio regulados por voltagem sejam universalmente expressos no coração, as células marca-passo cardíacas são relativamente mais sensíveis aos efeitos dos agentes bloqueadores dos canais de cálcio do que as células musculares ventriculares cardíacas.
a propagação do potencial de ação depende principalmente da ação dos canais de cálcio nas células marca-passo cardíacas, enquanto os canais de sódio são mais importantes que os de cálcio nos potenciais de ação das células musculares ventriculares.
quanto maior a diferença nos mecanismos de acoplamento receptor–efetor entre os vários tipos de células que expressam determinado alvo molecular para um fármaco, mais seletivo tende a ser o fármaco.
a maioria das interações fármaco–receptor atualmente elucidadas podem ser classificadas, em sua maioria, em seis grandes grupos. (1) canais iônicos (2) receptores proteínas G intracelulares (3) receptores com domínios citosólicos enzimáticos (4) receptores intracelulares (5) enzimas extracelulares e (6) receptores de adesão de superfície celular
O fármaco pode ligar-se a .......... que se estendem pela membrana plasmática, produzindo uma alteração na condutância do canal. canais iônicos
Os receptores hepta-helicoidais.. se estendem através da membrana plasmática estão acoplados funcionalmente a proteínas G intracelulares. Os fármacos podem influenciar as ações desses receptores através de sua ligação à superfície extracelular ou à região transmembrana do receptor.
O fármaco pode ligar-se .......... e causar uma alteração de sinalização no interior da célula, por meio da ativação ou inibição de um domínio intracelular enzimático (boxe retangular) da molécula do receptor. ao domínio extracelular de um receptor transmembrana
Os fármacos podem sofrer difusão através da membrana plasmática e ligar-se ............. Alternativamente, os fármacos podem inibir enzimas no espaço extracelular, sem a necessidade de atravessar a membrana plasmática. receptores citoplasmáticos ou nucleares
Trata-se freqüentemente da via utilizada pelos fármacos lipofílicos (por exemplo, fármacos que se ligam a receptores de hormônios esteróides). receptores citoplasmáticos ou nucleares
farmacodinâmica (o estudo dos efeitos dos fármacos sobre o corpo humano)
Os agonistas são moléculas que, através de sua ligação a seus alvos, produzem uma alteração na atividade desses alvos.
Os agonistas integrais ligam-se a seus alvos e os ativam até o grau máximo possível.
Os agonistas integrais (exemplo) a acetilcolina liga-se ao receptor nicotínico de acetilcolina e induz uma alteração de conformação no canal iônico associado ao receptor, de um estado não-condutor para um estado totalmente condutor.
Os agonistas parciais produzem uma resposta submáxima através de sua ligação a seus alvos.
Os agonistas inversos causam inativação de alvos constitutivamente ativos.
Os antagonistas inibem a capacidade de ativação (ou inativação) de seus alvos por agonistas fisiológicos ou farmacológicos.
antagonistas competitivos Os fármacos que bloqueiam diretamente o sítio de ligação de um agonista fisiológico
antagonistas não-competitivos Os fármacos que se ligam a outros sítios na molécula do alvo e que, portanto, impedem a alteração de conformação necessária para a ativação (ou inativação) do receptor
A passagem de íons e de outras moléculas hidrofílicas através da membrana plasmática é necessária para numerosas funções celulares. Esses processos são regulados por canais transmembrana especializados
As funções dos canais iônicos são diversas, incluindo funções fundamentais na ... na neurotransmissão, na condução cardíaca, na contração muscular e na secreção.
São utilizados quantos mecanismos principais na regulação da atividade dos canais iônicos transmembrana? três mecanismos
é controlada pela ligação do ligante a receptores de membrana plasmática que estão de algum modo fixados ao canal. a condutância
três tipos de grupo de canais primeiro grupo de canais é conhecido como regulado por ligante, o segundo grupo, como regulado por voltagem, e o terceiro, como regulado por segundo mensageiro.
TIPO DE RECEPTOR (Canal iônico transmembrana) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Extracelular, no interior do canal ou intracelular - Citoplasma
TIPO DE RECEPTOR (Transmembrana ligado a proteína G intracelular) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Extracelular ou dentro da membrana - Citoplasma
TIPO DE RECEPTOR (Transmembrana com domínio citosólico enzimático) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Extracelular - Citoplasma
TIPO DE RECEPTOR (Intracelular) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Citoplasma ou núcleo - Citoplasma ou núcleo
TIPO DE RECEPTOR (Enzima extracelular) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Extracelular - Extracelular
TIPO DE RECEPTOR (Adesão) LOCAL DE INTERAÇÃO FÁRMACO–RECEPTOR e LOCAL DA AÇÃO RESULTANTE Extracelular - Extracelular
TIPO DE CANAL (Regulado por ligante) MECANISMO DE ATIVAÇÃO e FUNÇÃO Ligação do ligante ao canal - Alteração da condutância iônica
TIPO DE CANAL (Regulado por voltagem) MECANISMO DE ATIVAÇÃO e FUNÇÃO Alteração no gradiente de voltagem transmembrana - Alteração da condutância iônica
TIPO DE CANAL (Regulado por segundo mensageiro) MECANISMO DE ATIVAÇÃO e FUNÇÃO Ligação do ligante ao receptor transmembrana com domínio citosólico acoplado à proteína G, resultando em geração de segundo mensageiro - O segundo mensageiro regula a condutância iônica do canal
O domínio de ligação do ligante pode ser extracelular, localizado dentro do canal, ou intracelular, enquanto o domínio que interage com outros receptores ou moduladores é, com mais freqüência, intracelular.
período refratário do canal alguns canais iônicos podem tornar-se refratários ou inativados. Nesse estado, a permeabilidade do canal não pode ser alterada durante um certo período de tempo
Receptor nicotínico de acetilcolina regulado por ligante
O O receptor de acetilcolina (ACh) da membrana plasmática é composto de cinco subunidades duas subunidades alfa, uma subunidade beta, uma subunidade gama e uma subunidade delta
Quando a ACh liga-se a ambas as subunidades alfa, o canal abre-se, e o sódio pode seguir ao longo de seu gradiente de concentração para dentro da célula
ligação dependente do estado Alguns fármacos ligam-se com diferentes afinidades a estados diferentes do mesmo canal iônico. é importante no mecanismo de ação de alguns anestésicos locais e agentes antiarrítmicos.
duas classes importantes de fármacos que atuam através de alteração na condutância dos canais iônicos. Os anestésicos locais e os benzodiazepínicos
Os receptores acoplados à proteína G Esses receptores, que estão expostos na superfície extracelular da membrana celular, atravessam a membrana e possuem regiões intracelulares que ativam uma classe singular de moléculas de sinalização, denominadas proteínas G.
Uma das principais funções das proteínas G consiste em ativar a produção de segundos mensageiros, isto é, moléculas de sinalização que transmitem o sinal fornecido pelo primeiro mensageiro — habitualmente um ligante endógeno ou um fármaco exógeno — a efetores citoplasmáticos.
No estado de repouso, as subunidades alfa e beta/gama de uma proteína G estão associadas entre si, e o GDP está ligado à subunidade alfa.
A ligação de um ligante extracelular (agonista) ao receptor acoplado à proteína G determina a troca de GDP por GTP na subunidade alfa
PROTEÍNA G - G estimuladora (Gs) AÇÕES Ativa os canais de Ca2+, ativa a adenilil ciclase
PROTEÍNA G - G inibitória (Gi) AÇÕES Ativa os canais de K+, inibe a adenilil ciclase
PROTEÍNA G - Go AÇÕES Inibe os canais de Ca2+
PROTEÍNA G - Gq AÇÕES Ativa a fosfolipase C
PROTEÍNA G - G12/13 AÇÕES Diversas interações com transportadores de íons
A ligação da epinefrina induz uma alteração na conformação do receptor, ativando proteínas G associadas ao domínio citoplasmático do receptor.
O grupo dos receptores beta-adrenérgicos constitui uma importante classe dentro da família dos receptores acoplados à proteína G. Entre esses receptores, os que foram mais extensamente estudados foram beta1, beta2 e beta3.
receptores beta1 desempenham um papel no controle da freqüência cardíaca
receptores beta2 estão envolvidos no relaxamento do músculo liso
receptores beta3 desempenham um papel na mobilização da energia das células adiposas.
Cada um desses receptores (B1, B2, B3) é estimulado pela ligação de catecolaminas endógenas, ao domínio extracelular do receptor. epinefrina e a norepinefrina
ativa a adenilil ciclase, resultando em aumento dos níveis intracelulares de cAMP e em efeitos celulares distais. A forma ativada da proteína G (isto é, ligada ao GTP)
A terceira classe importante de alvos celulares para fármacos consiste em receptores transmembrana que transduzem uma interação de ligação com ligantes extracelulares numa ação intracelular através da ativação de um domínio enzimático ligado.
Esses receptores desempenham diversos papéis num conjunto diverso de processos fisiológicos, incluindo metabolismo, crescimento e diferenciação celulares.
Os receptores que possuem um domínio enzimático intracelular podem ser divididos em cinco classes principais, com base no seu mecanismo citoplasmático de ação
Existem cinco categorias principais de receptores transmembrana com domínios citosólicos enzimáticos. Receptores com Tirosinocinases - Receptores com Tirosinofosfatases - Receptores Associados a Tirosinocinase - Receptores com Serina/Treoninocinases - Receptores com Guanilil Ciclases
RECEPTOR B1 - LOCALIZAÇÃO TECIDUAL - AÇÃO (1) Nó SA do coração - Aumenta a freqüência cardíaca (2) Músculo cardíaco - Aumenta a contratilidade (3) Tecido adiposo - Aumenta a lipólise
RECEPTOR B2 - LOCALIZAÇÃO TECIDUAL - AÇÃO (1) Músculo liso brônquico - Dilata os bronquíolos (2) Músculo liso gastrintestinal - Provoca constrição dos esfíncteres e relaxa a parede intestinal (3) Útero - Relaxa a parede uterina
RECEPTOR B2 - LOCALIZAÇÃO TECIDUAL - AÇÃO (4) Bexiga - Relaxa a bexiga (5) Fígado - Aumenta a gliconeogênese e a glicólise (6) Pâncreas - Aumenta a liberação de insulina
RECEPTOR B3 - LOCALIZAÇÃO TECIDUAL - AÇÃO Tecido adiposo - Aumenta a lipólise
RECEPTORES INTRACELULARES As enzimas constituem um alvo citosólico comum, e muitos fármacos que são dirigidos para enzimas intracelulares produzem seus efeitos ao alterar a produção enzimática de moléculas sinalizadoras ou metabólicas críticas.
ENZIMAS EXTRACELULARES Muitos receptores importantes de fármacos são enzimas cujos sítios ativos estão localizados fora da membrana plasmática.
RECEPTORES DE ADESÃO DA SUPERFÍCIE CELULAR Com freqüência, as células precisam interagir diretamente com outras células para o desempenho de funções específicas ou a comunicação de informações.
Taquifilaxia A administração repetida da mesma dose de um fármaco resulta em redução do efeito deste fármaco com o decorrer do tempo
Dessensibilização Diminuição da capacidade de um receptor de responder à estimulação por um fármaco ou ligante
Dessensibilização (Homóloga) Diminuição da resposta a um único tipo de receptor
Dessensibilização (Heteróloga) Diminuição da resposta a dois ou mais tipos de receptores
Inativação Perda da capacidade de um receptor de responder à estimulação por um fármaco ou ligante
Refratariedade Após estimulação de um receptor, é necessário um certo período de tempo para que a próxima interação fármaco–receptor possa produzir um efeito
Infra-regulação A interação fármaco–receptor repetida ou persistente resulta na remoção do receptor dos locais onde poderiam ocorrer interações fármaco–receptor subseqüentes
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